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Deputados de MT participam do XIII Fórum de Lisboa, que debate IA e segurança alimentar

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Três deputados estaduais de Mato Grosso integram a comitiva brasileira que participa do XIII Fórum de Lisboa, em Portugal. O evento, iniciado nesta quarta-feira (2), reúne autoridades de vários países europeus para discutir as transformações sociais impulsionadas pela inteligência artificial. Além disso, o encontro também aborda questões ligadas à segurança alimentar, destacando o potencial do agronegócio mato-grossense e a importância da cooperação internacional.

Os deputados Eduardo Botelho (União Brasil), Dr. João (MDB) e Janaina Riva (MDB) representam o Parlamento de Mato Grosso no evento. A comitiva conta ainda com a presença do governador Mauro Mendes, que também foi um dos palestrantes no painel “Agronegócio e Segurança Alimentar Global: Desafios para a Cooperação”. Compõem o grupo, além disso, representantes de outros Poderes e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

Para o deputado Botelho, o fórum tem grande relevância internacional, especialmente diante dos acordos geopolíticos que envolvem produção agrícola e sustentabilidade em tempos de avanços tecnológicos. “As intervenções dos participantes destacam os progressos e os entraves causados pela legislação atual. Ao trazer a produção de Mato Grosso para o centro do debate, conseguimos compreender melhor as dinâmicas do mercado global, que interessam a todos”, afirmou.

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O governador Mauro Mendes também chamou a atenção para os impactos negativos da burocracia brasileira. Ele ressaltou que um dos maiores entraves ao desenvolvimento do país é o excesso de obstáculos impostos pela legislação vigente. “Não seremos um país de primeiro mundo enquanto o poder público e os marcos legais permitirem que interesses alheios à sociedade e aos produtores rurais prevaleçam sobre o bem comum”, criticou.

O fórum é promovido pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Lisbon Public Law Research Centre.

*Potencial de Mato Grosso em destaque*

Entre os cerca de 500 palestrantes do evento, a deputada Janaina Riva participou do painel “Agronegócio e Segurança Alimentar Global: Desafios para a Cooperação”. Em sua fala, ela destacou a relevância de Mato Grosso na produção de alimentos, na preservação ambiental e no compromisso com a sustentabilidade.

A parlamentar apresentou dados expressivos do estado, como as mais de 50 milhões de toneladas de soja colhidas na última safra, que colocam Mato Grosso como o maior produtor de grãos do Brasil e o terceiro do mundo. Também mencionou os 64% do território com vegetação nativa preservada e a exportação de produtos agrícolas para cerca de 40 países.

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“Por isso, trago a este fórum um apelo e uma proposta: uma cooperação verdadeira entre Europa e América do Sul, baseada em dados, ciência, transparência e respeito mútuo – e não em campanhas difamatórias, protecionismo ou interferências que criminalizam quem produz com responsabilidade. O Brasil – e Mato Grosso, em especial – não está aqui para pedir permissão, mas para afirmar: estamos fazendo a nossa parte e exigimos respeito”, concluiu.

Fonte: ALMT – MT

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Após atuação da ALMT, STF reconhece cumprimento por MT à apresentação de propostas sobre divisa entre Mato Grosso e Pará

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A atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na discussão sobre a divisa entre Mato Grosso e Pará alcançou uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, no último dia 11, na Ação Rescisória nº 2.964, o relator reconheceu como cumprida por Mato Grosso a etapa destinada à apresentação de propostas adicionais de acordo e determinou que o estado do Pará se manifeste sobre elas no prazo de 30 dias.

A decisão representa um avanço na estratégia institucional desenvolvida nos últimos meses pela ALMT. As propostas construídas pela Procuradoria-Geral da Assembleia foram incorporadas à estratégia de Mato Grosso para que a discussão não fique restrita à definição territorial e à regularização fundiária, mas alcance também os impactos concretos da mudança de divisa sobre a população.

Na Procuradoria-Geral da ALMT, a construção das teses e das manifestações apresentadas ao Supremo vem sendo conduzida pelos procuradores Ricardo Riva e Bruno Willames Cardoso Leite. Eles são responsáveis pela formulação da linha jurídica que colocou no centro da discussão a continuidade dos serviços públicos e a necessidade de uma transição organizada entre os dois Estados.

Desde o último mês junho, de acordo com Bruno Willames, a Procuradoria da Assembleia passou a defender perante o STF que a solução para o conflito territorial centenário não poderia se resumir à definição de quem é proprietário ou de qual estado determinada área pertence.

“Era necessário enfrentar também questões como saúde, educação, transporte escolar, estradas, segurança pública, sanidade animal, tributação, regularização ambiental, atividade produtiva, ressarcimento de despesas e continuidade dos serviços atualmente prestados por Mato Grosso e seus municípios”, afirmou o procurador.

De acordo com o procurador, a atuação tem respaldado a participação institucional da Assembleia Legislativa na discussão e aproximação com os municípios diretamente atingidos pelo conflito. “A estratégia da ALMT tem buscado levar ao processo não apenas argumentos jurídicos, mas informações produzidas pelas prefeituras, representantes das comunidades e setores econômicos que convivem diariamente com os efeitos da indefinição histórica da divisa”, afirmou.

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Na nova decisão, o relator Flávio Dino registrou detalhadamente a proposta apresentada por Mato Grosso, incluindo a criação de uma Mesa Técnica de Trabalho Mato Grosso e Pará, com participação dos municípios, e a construção de uma solução piloto para a região da Serra dos Apiacás, envolvendo inicialmente Apiacás, Paranaíta e Alta Floresta, em Mato Grosso, e Jacareacanga e Novo Progresso, no Pará.

O ministro considerou que a manifestação apresentada por Mato Grosso em 31 de agosto, materializando o cumprimento da obrigação do acordo celebrado anteriormente entre os dois estados. Com isso, Flávio Dino determinou que o Pará seja intimado para se manifestar, em 30 dias, sobre as propostas.

Após a manifestação paraense, segundo o procurador, Mato Grosso terá prazo de 10 dias úteis. Em seguida, o processo retornará ao gabinete do relator para novas providências, havendo ainda previsão de que as partes possam requerer nova audiência de conciliação para tratar dos pontos que permanecerem controvertidos.

A decisão também reconheceu o avanço dos trabalhos na área fundiária. O ministro registrou a apresentação por Mato Grosso de cadeias dominiais, parecer técnico sobre a metodologia cartográfica histórica, mapas, cartografias, arquivos em formato shapefile e títulos definitivos emitidos pelo Intermat, considerando cumpridas pelo Estado as etapas correspondentes do acordo.

“Agora, caberá também ao Pará, no prazo determinado pelo STF, apresentar o compilado de dados dos imóveis necessário para que sejam requisitadas aos cartórios as respectivas cadeias dominiais”, afirmou o procurador.

Para o procurador Ricardo Riva, um dos responsáveis pela estratégia jurídica da ALMT no caso, a participação da Assembleia busca assegurar que a transição territorial seja acompanhada por soluções administrativas capazes de funcionar na prática.

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“A regularização fundiária é indispensável, mas existe uma população inteira vivendo nessa região. Saúde, educação, estradas, segurança, produção e os demais serviços públicos precisam continuar funcionando durante e depois dessa transição. Foi essa preocupação que levou a Assembleia a ampliar a discussão perante o Supremo”, destacou Riva.

O procurador Bruno Willames Cardoso Leite ressalta que a nova fase permite transformar problemas identificados ao longo dos trabalhos em propostas concretas de cooperação entre os entes públicos.

“Desde o início defendemos que não seria suficiente resolver a terra e deixar as pessoas para depois. A definição territorial precisa vir acompanhada de uma transição segura, com responsabilidades claras e participação dos municípios que conhecem e atendem essa população diariamente. Agora o Pará terá oportunidade de se manifestar sobre essas propostas e apresentar também suas soluções”, afirmou o procurador.

A Assembleia Legislativa, de acordo com o procurador Bruno Willames, continuará reunindo informações dos municípios enquanto transcorre o prazo concedido pelo STF, a Procuradoria-Geral da ALMT continuará trabalhando na reunião de informações sobre a realidade da região, especialmente dados relativos aos serviços efetivamente prestados por Mato Grosso e pelos municípios às comunidades localizadas do lado paraense da divisa.

Documentos já obtidos demonstram, por exemplo, atendimentos realizados pela rede pública de saúde de Mato Grosso a moradores do Pará. Esse tipo de informação deverá auxiliar na construção de soluções para continuidade dos serviços e eventual divisão de responsabilidades entre os entes públicos.

A Assembleia também pretende continuar ouvindo prefeitos, gestores, produtores e moradores das áreas atingidas, fortalecendo a participação dos municípios na próxima etapa da conciliação.

Fonte: ALMT – MT

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